Dispepsia, xerostomia, cefaleia, síncope… Tal qual uma língua estrangeira, profissionais da saúde utilizam termos técnicos diariamente em suas atividades de trabalho. A comunicação em saúde é essencial para traduzir essa linguagem médica e aproximar especialistas do público com uma linguagem acessível e objetiva. No mundo da comunicação, todavia, existe um contraste: comunicadores tentam se aproximar de seus públicos com uma linguagem clara e direta. Como as diferentes áreas conversam?

É fato que a linguagem médica é mais difícil de entender. Ela reflete o rigor e a complexidade que o campo exige de seus profissionais. Entretanto, os temas que circundam a saúde, desde novidades em tratamentos até a prevenção de doenças, são de interesse coletivo e precisam ser disseminados. Por isso, a comunicação em saúde desempenha um papel fundamental ao tornar essas informações compreensíveis para o público.

Nos Estados Unidos, dados da AHIMA Foundation revelam que 62% dos pacientes saem das consultas com pouco entendimento dos assuntos discutidos. Por consequência, o que os faz recorrer à internet para esclarecimentos. Nesse cenário, a comunicação em saúde se mostra essencial: comunicadores analisam, interpretam e traduzem informações médicas complexas para o público geral.

Comunicação em saúde e os impactos da desinformação

Uma linguagem de difícil entendimento pode favorecer a desinformação. Ao mesmo tempo, ao pesquisar sobre doenças ou procedimentos médicos na internet, é possível encontrar diferentes portais, muitos não verificados, e que podem conter conteúdos sensacionalistas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), durante pandemias e emergências sanitárias, notícias alarmistas nas redes sociais podem causar angústia mental, social, política e econômica nas pessoas. Por outro lado, os meios digitais também ampliam o alcance de conteúdos informativos e campanhas de conscientização.

Nesse contexto, profissionais especializados em comunicação em saúde podem divulgar informações devidamente apuradas para o público, utilizando narrativas acessíveis e responsáveis. Dessa forma, contribuem para combater a desinformação e fortalecer o acesso a conteúdos confiáveis sobre saúde.

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Professora do curso

*Tatiana de Bruyn Ferraz Teixeira – Jornalista, mestre em Comunicação e doutoranda pela Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina) onde atua como pesquisadora na área de medicina. É colaboradora da Oxford-Brazil EBM Alliance, iniciativa criada em 2019 a partir de uma parceria entre pesquisadores brasileiros e o Centre for Evidence-Based Medicine da Universidade de Oxford. Também colaborou com a Cochrane Brazil, por meio da qual apresentou, em congresso realizado na Escócia, o projeto do curso de “Medjô” da Cásper.

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